> Roccana Poesias: Meio Fio

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"Poesia traz vertigens. Ora cruel, ora leve, ela é desnuda."

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29.3.05

Meio Fio

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Me jogo
Em vôo cego
Sem medo
Sem medida
Sem meio termo
Sem meia de nylon
Sem meia verdade
E no meio fio
Meio de pileque
Meio arrependida
Meio descomposta
Assim,
Meio mal amada,
Me pego
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Um comentário:

Elenara Castro Teixeira disse...

Ana Mimosa!

Porque seres metade,
se podes ser majestade!
Porque seres esquina,
se podes ser horizonte!
Porque seres parede,
se podes ser janela!
Porque seres meio,
se podes ser inteira!
Porque esperar sentada,
se ficando o bicho come,
e se correr o bicho pega!
Porque querer seres touca,
se podes ser esvoaçante!
Porque seres amada pela metade,
se podes amar de corpo inteiro!
Porquê?
Porque trancar o grito,
se podes botar a boca no mundo!
Porque sair a francesa,
se é ficando que vais mexer com todas as libidos!
Porque seres razão,
se é na emoção que o amor se encontra!
Porque seres composta,
se o singular é o que encanta!
Porque não querer ser, se já és o que não sabes!
Porque andar no meio fio,
se é no ultrapassar das regras, que adrenalina nos leva ao êxtase!
Porquê?
Busque essas respostas,
em todos os recantos do teu coração, sem o medo de ser feliz e nem o temor de quebrar a cara!
Te busques no teu passado,
no teu presente,
pois só assim
tu serás rocha,
sem deixar de ser
Roccana!

Como sempre tu és sensibilidade!

Elenara Castro Teixeira
elenarat@hotmail.com
Santa Maria 23/09/2005

PS/Estou corrigindo as cicatrizes por haver deletado esse comentário.