> Roccana Poesias: Universo

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"Poesia traz vertigens. Ora cruel, ora leve, ela é desnuda."

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24.9.05

Universo

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Teu olhar é o sol
Teu toque cometa
O céu é a tua boca
Teu sexo saturno
Tuas mãos lunares
Tateiam minha via láctea
Seios arfantes
Luas minguantes
Estrela no mar
Meteoros, crateras
Estrelas cadentes
Gravitam assim
Perdidos, insones
Sem rota, sem rumo
Fora do prumo
Fora do eixo
Se você não anoitece,
Por de sol e delírio,
No meu corpo celeste

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Um comentário:

Elenara Castro Teixeira disse...

Ana Mimosa!

Quando tu consegues colocar num mesmo poema, como se fossem uma coisa só, todos os elementos da natureza, é por que em algum lugar da tua existência, o amor se fez presente. Majestoso, galáctico e tão humano nas suas necessidades.

Teu poema é uma ode estelar para todas as luas, para todas as estrelas, e acima de tudo para todos os cometas, asteróides
e planetas! Um showl! (inventei essa palavra agora...hehehehe)

É o calor do corpo em chamas, queimando, ardendo, arfando, sob um Sol escaldante de um corpo de mulher, arqueada pelo amor
de um eterno sedutor!

Tua luz é via láctea
que ilumina e que seduz,
que assusta e se faz etérea
sob o olhar do teu algoz.

Celestial e tão terreno
teu poema é tão complexo
que eu diria ser eterno!

Como todos os outros,
ele é mágico e com certeza, universal!

Ana Mimosa!

"Comentar os teus poemas,
é um bálsamo para a minha emoção,
pois me fazem criar também,
muitos versos e poesias!"

Um grande e afetuoso abraço.

Elenara Castro Teixeira
elenarat@hotmail.com
Santa Maria/RS - 24/09/2005

PS/Estou corrigindo as cicatrizes por haver deletado esse comentário!