> Roccana Poesias: A chuva

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"Poesia traz vertigens. Ora cruel, ora leve, ela é desnuda."

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1.10.05

A chuva

chuva na janela barulho do vento
quietude na casa silêncio na alma
espreito lá fora a folha que dança
e sinto o cheiro da terra molhada
vejo o menino passar distraído e
o tempo que segue sem hora marcada
me vejo menina olhando na chuva o
barco de papel a naufragar na calçada
chuva na janela barulho do vento
quietude no pranto silêncio me acalma
espreito lá fora o tempo que dança
e sinto saudades de tudo e de nada

Um comentário:

Elenara Castro Teixeira disse...

Ana Mimosa!
Quando deixamos que a água refresque um pouco da nossa saudade, estamos apenas deixando que o tempo lave a nossa saudade, colorindo de recordações um tempo que já não temos, que passa, que corre, que se perde e que tentamos desesperadamente segurar com nossas mãos, já indecisas pelo tempo e memória e que não seguramos mais!
É a vida pulsando!

Mimosa!
Comentar tua construção poética é remexer também o baú das minhas lembranças.

Uma delícia!

Elenara Castro Teixeira
elenara@hotmail.com
Santa Maria 12/11/2005


PS/Estou corrigindo as cicatrizes por haver deletado esse comentário!