> Roccana Poesias: Quero não querer

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"Poesia traz vertigens. Ora cruel, ora leve, ela é desnuda."

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13.10.05

Quero não querer

quero te bater quero te morder quero te expulsar nunca mais te ver não te desejar não te ansiar não te escutar não me entender quero te excluir e te deletar quero me danar quero anoitecer quero te esquecer nunca mais querer não me torturar nunca mais arder quero caminhar sem olhar pra trás quero me perder nunca mais me achar nunca acreditar nunca suspeitar nunca mais sonhar que vou ter você

Um comentário:

Elenara Castro Teixeira disse...

Ana Mimosa!

Essa dor que não se explica, é dor que nos complica, misto de dor de amor que transtorna nosso humor!

É inquietude silenciosa, é quietude lagrimosa, é silêncio dolorido,num corpo que se abandona!

É dor que destempera o corpo, que arde em brasa, que queima a chama
guardada do querer e não poder!

É dor do revés da vida, é força que se indigna, quando temos que buscar o abraço pra nos abrigar!

É a cor colorida das paixões, que sempre muda de tom, espreitando o calor que chega, quando o objeto do nosso amor resurge, sempre que achamos que tudo acabou!

Como sempre Ana Mimosa, tua poesia sangra todos os caminhos da emoção.

Maravilhosa!
Parabéns!

Elenara Castro Teixeira
elenarat@hotmail.com
Santa Maria,12/11/2005


PS/Estou corrigindo as cicatrizes por haver deletado esse comentário!