> Roccana Poesias: Só uma dor

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"Poesia traz vertigens. Ora cruel, ora leve, ela é desnuda."

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1.10.05

Só uma dor

Uma dor não sei de onde me sangra a alma mas é estranhamente bem vinda. É uma dor sem nome e sem motivo. Mas faz sentido. É uma dor de quem sente saudades. É uma dor de quem não sabe perdoar. É uma dor de quem não deseja ser perdoado. É uma dor ardida como só sabe ser a dor de amor - mas amor não dói. É uma dor de ferida que não sabe cicatrizar. É uma vontade não sei do que uma falta não sei da onde uma saudade não sei de quem e um soluço que sempre se esconde. É uma dor que sufoca. Uma dor que não se explica. Uma dor que não tem hora pra acabar.

Um comentário:

Elenara Castro Teixeira disse...

Ana Mimosa!

Essa dor que não se explica, é dor que nos complica, misto de dor de amor que transtorna nosso humor!

É inquietude silenciosa, é quietude lagrimosa, é silêncio dolorido,num corpo que se abandona!

É dor que destempera o corpo, que arde em brasa, que queima a chama
guardada do querer e não poder!

É dor do revés da vida, é força que se indigna, quando temos que buscar o abraço pra nos abrigar!

É a cor colorida das paixões, que sempre muda de tom, espreitando o calor que chega, quando o objeto do nosso amor resurge, sempre que achamos que tudo acabou!

Como sempre Ana Mimosa, tua poesia sangra todos os caminhos da emoção.

Maravilhosa,
Parabéns!

Elenara Castro Teixeira
elenarat@hotmail.com
Santa Maria,12/11/2005


PS/Estou refazendo as cicatrizes por haver deletado esse comentário!