> Roccana Poesias: Seiva e sangue

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"Poesia traz vertigens. Ora cruel, ora leve, ela é desnuda."

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13.2.06

Seiva e sangue

se meu corpo verte sangue e chora
é porque sou natureza
seiva que de mim escorre - inútil
agora que é passado
o tempo de florir

se meu corpo verte sangue agora
é porque existe em mim
data marcada
ritmo e fluxo
qual maré embalada pela lua

se meu corpo verte sangue, enfim
é porque é chegada a hora de me ver
simplesmente
em crua, misteriosa e nua
purificação

4 comentários:

Dustin disse...

y helllllllo.

Elenara Teixeira disse...

"Comentando Roccana"

Quem poderia com tamanha sensibilidade poemar o universo e a alma feminina, senão uma mulher que sangra e que alimenta a vida que dela nasce, com a poesia e o sentimento de quem já germinou a semente, floresceu os frutos e perfumou com seu amor a vida que seus braços enlaçou!
Quem senão Ana!
Esses versos são pérolas para serem agasalhadas no coração de cada mulher que cruzar por esse Blog e que se deter nesse poema “Seiva e Sangue”.

(...)
“se meu corpo verte sangue e chora
é porque sou natureza,
seiva que de mim escorre - inútil
agora, que é passado
o tempo de florir”

Ana!

Tua poesia é vida!
É chama!
É gana!
É ida!
É volta!
No universo da mulher!

O que dizer mais, senão obrigaduuuuuuu!

Elenara Castro Teixeira
http://phoemahelenara.blogspot.com
elenarat@hotmail.com
Santa Maria/RS

Do Ás ao Rei disse...

Continua música!!!

quando vc musicar alguns, nos avise!!!

abçs

Leonardo disse...

Olá Ana,

Comovente. Faz a mim, um homem, rever meus conceitos e querer substituir a paciência com a mulher amada em seus dias de "lua cheia" por pura apreciação e gratidão.

A você, também, meu obrigado.