> Roccana Poesias: Você

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"Poesia traz vertigens. Ora cruel, ora leve, ela é desnuda."

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26.9.05

Você

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Você tortura
Eu praguejo
Você instiga
Eu desejo
Você me olha
Eu não vejo
Você me bate
Eu te beijo
Você me exclui
Eu te almejo
Você me canta
Eu solfejo
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Um comentário:

Elenara Castro Teixeira disse...

Ana Mimosa!

Amas de um jeito louco,
lindo e desvairado.
Atropelado, confuso
e no entanto, amoroso!

Mistura com arte, palavras
que chocam, que agridem,
que queimam e nelas lavras,
teu coração e teus medos!

Atiças teus demônios,
exige dos teus neurônios
e deixa teus hormônios
na espreita de uma boca
que te engula e te sossegue,
apaziguando teu sangue,
tua alma,
teu facho,
teu sexo!

Brincas com todos os ejos;
te praguejo,
te desejo,
te beijo,
te almejo,
e no entanto eu não vejo
nenhum traço, nenhum laço,
nenhum marco de desejo
pra mudares tua vida.

Chute o balde
e essa urucubaca
de ficar se maltratando
por um amor que conta às gotas,
para não morrer de inanição!

Ana Mimosa!

Esse poema "Você" é o resumo maior de todas as tuas vitórias, de todos os teus fracassos, te todos os teus medos, de todos os teus desejos, de todos os teus sonhos e acima de tudo isso, ele representa
a tua coragem de ter podido conservar em "água benta" toda essa delicadeza, que te faz melhor a cada verso e a cada verbo que conjugas!

Lindooooooooo!!!!!

Elenara Castro Teixeira
elenarat@hotmail.com
Santa Maria/RS 30/11/2005

PS/Estou corrigindo as cicatrizes por haver deletado esse comentário!