> Roccana Poesias: Monotonia

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"Poesia traz vertigens. Ora cruel, ora leve, ela é desnuda."

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10.11.05

Monotonia

todo dia sinto tudo igual
sempre a mesma saudade
sempre a mesma cara no espelho
o mesmo barulho do relógio
a mesma notícia na tv
todo dia te querer
sempre a mesma vontade
sempre a mesma verdade,
a mesma música tocando
a mesma e repetida sensação de não te ter
tudo tão óbvio
tão sem possibilidade de mudar
que nem sei como se repetem os dias
as cores, as fomes, os cheiros
nem sei mais como me suporto
como me repito
como me respiro
como me refaço

Um comentário:

Elenara Castro Teixeira disse...

Ana Mimosa!

Só uma palavra te movimenta, te agita, te tranforma, te transtorna, te faz dar meia volta, repensar, transgredir!

Só uma palavra te instiga, te delata, te deflaga, te intimida, te recolhe, te afugenta!
Só uma palavra te esquenta, te aquieta e te enternece!

Só "paixão" que te coloca vida, calor, riso e cor!
Só a "paixão" te faz reclusa, prisioneira, delirante!

Só a "paixão" te consome, te ilumina e não te faz sinônimo de Monotonia.

Um afetuoso abraço!

Elenara Castro Teixeira
elenarat@hotmail.com
Santa Maria ll/ll/2005


PS/Estou corrigindo as cicatrizes por haver deletado esse comentário!